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O comprador que entra numa casa traz sempre as outras que já visitou

2 de set.
3 min de leitura
Sala com muitos elementos decorativos que podem distrair a perceção do espaço durante a visita a um imóvel
O comprador não compara apenas características. Compara também as experiências que teve durante as visitas.


Há uma coisa que muitas vezes esquecemos quando pensamos numa visita a um imóvel.

O comprador não entra sozinho.
Traz consigo as casas que já visitou.

Traz a sala que parecia maior.
A cozinha onde percebeu imediatamente como se movimentaria.
O quarto onde conseguiu imaginar onde ficaria a cama.
A casa onde tudo pareceu fazer sentido sem precisar de muita explicação.

Mesmo depois de sair desses imóveis, essas referências continuam presentes.
E quando entra numa nova casa, começa a comparar.

Não necessariamente de forma consciente.
O imóvel não mudou. A referência mudou.

O imóvel seguinte muda a forma como vemos o anterior
Uma casa pode parecer perfeitamente adequada quando é visitada isoladamente.

Mas depois de conhecer outra onde a circulação é mais evidente, a primeira pode começar a parecer menos funcional.
Uma sala que parecia suficiente pode parecer mais apertada.
Uma divisão que parecia versátil pode revelar-se mais difícil de utilizar.

Não porque alguma coisa tenha mudado.
Porque agora existe uma referência diferente.

O comprador leva essas referências para a visita seguinte

Durante a procura, vai construindo um mapa mental.
Nesta casa havia mais luz.
Naquela, a sala funcionava melhor.
Noutra, o quarto parecia mais fácil de mobilar.
Nem tudo é comparado conscientemente.
Mas essas experiências influenciam a forma como o imóvel seguinte é percebido.

E é aqui que pequenas diferenças podem ganhar peso.
Uma circulação mais fácil de compreender.
Uma divisão cuja função é imediatamente perceptível.
Uma sala onde a escala do mobiliário ajuda a perceber o espaço.

Isoladamente, podem parecer detalhes.
Quando o comprador está a comparar, deixam de ser.

Não é possível controlar com que outros imóveis a comparação acontece.

Mas é possível controlar o que se mostra


O consultor pode escolher a ordem das visitas que agenda.
O comprador pode escolher que casas visita e em que sequência.

O que ninguém controla é com qual casa o comprador vai comparar cada imóvel.

Mas é possível controlar a forma como cada espaço é apresentado.
Se uma divisão tem uma boa dimensão, essa dimensão deve ser perceptível.
Se a circulação é uma qualidade, não deve estar comprometida.
Se uma divisão tem uma função clara, essa função deve conseguir ser compreendida.

Preparar não significa tentar fazer um imóvel parecer melhor do que todos os outros.
Significa tornar mais evidente aquilo que aquele imóvel tem para oferecer.

É precisamente isso que o Home Staging faz:
Não inventa qualidades que o imóvel não tem.
Revela com clareza as que já existem.

Uma casa pode não ter piorado. Pode simplesmente ter ficado em segundo lugar

É fácil pensar na concorrência de um imóvel em termos de preço, localização, área ou características.

Mas existe outra concorrência, menos visível.
A experiência que o comprador acabou de ter noutra casa.

Se nessa visita conseguiu imaginar facilmente a sua rotina, essa referência acompanha-o.
Se percebeu imediatamente como poderia utilizar cada divisão, também.
Se saiu de lá com a sensação de que aquela casa fazia sentido para si, a próxima terá de competir com essa sensação.

Por isso, o Home Staging não tenta fazer um imóvel ganhar uma comparação. Garante que aquilo que ele tem para oferecer consegue ser percebido.



O comprador não compara apenas casas
Compara possibilidades.
Compara como se imaginou numa sala.
Como percebeu um quarto.
Como se movimentou numa cozinha.
Como se sentiu dentro daquele espaço.

E é por isso que dois imóveis aparentemente semelhantes podem provocar decisões completamente diferentes.
Um pode ser lembrado.
O outro pode simplesmente desaparecer entre as visitas seguintes.

Uma casa pode não ter piorado. Pode simplesmente ter ficado em segundo lugar.

É precisamente por isso que o Home Staging, antes da entrada no mercado, não é apenas uma questão de apresentação. É preparar o imóvel para tudo aquilo que o comprador já traz consigo quando entra.

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